quinta-feira, 11 de junho de 2009

Race Of Champions 2009 - Dragão

Nesta primeira edição do ROC em território Lusitano, coube ao Estádio do Dragão, no Porto e como não podia deixar de ser, lá estive para marcar presença neste fantástico Espetáculo...

Para quem não foi, ficam as imagens e a informação que em 2010 e 2011 será repetido o espetáculo. http://www.raceofchampions.com/


Entre os intervalos houve sempre animação, tanto do Motard de Matosinhos como o duplo Terry Grant..




A Ex Campeã mudial de Ralis, Michelle Muton no seu Audi...

e finalmente os Pilotos...





Como notas negativas, tenho apenas a lamentar a péssima acústica do sistema de som, com uma inadequada instalação que não permitia a boa audição do lucutor de serviço, e numa segunda nota a modesta adesão do público..... que para bilhetes que começavam nos 16€ esperava-se um estádio cheio que não se verificou!

No entanto, é um espetáculo fantástico, e num país sufocado pelo futebol é sempre de aplaudir estas audazes organizações!!!

P'ró ano, lá estarei de novo.

http://www.raceofchampions.com/

sábado, 2 de maio de 2009

Percorrer a TOSCANA - Itália

Conhecer a Toscana….
Na mais recente incursão pela Bella Itália, a opção passou por percorrer a zona Toscana de carro alugado (Passeio familiar com criança incluída!!) que como não podia deixar de ser, realizou-se com o mais modelo mais visto por terras Italianas… o Fiat Panda Multijet (diesel).


O aeroporto escolhido foi o de Galileu em Pisa, pois tem ligação directa ao do Aeroporto do Porto (via Ryanair), e sendo Pisa uma pequena cidade o trânsito não é problema.

Notas para viajantes de Lowcost:
Para quem não está familiarizado com viagens Low Cost… há algumas informações que são muito úteis e que devem ser tidas em conta:
· Não há lugares marcados (entra-se por ordem de chegada… se se for acompanhado, este facto torna-se mais importante)
· A bagagem a ser transportada na mão é apenas um pequeno troley… nada mais é permitido… assim, se se viajar nestes voos, tudo o que for mais que esta mala, terá que ir para o porão (com custas acrescidas)
· O Check-in deve ser feito por internet, caso contrário paga-se uma taxa extra por fazê-lo no aeroporto
· A entrada para o avião faz-se a pé… logo se estiver um dia de chuva forte… é olha na certa
· Tudo dentro do avião é (bem) pago… assim, esqueçam as refeições em viagem
· Os aviões costumam ser de médias dimensões, o que se traduz numa viagem mais confortável
· Atenção aos carrinhos de bebé… mesmo fazendo o check-in on-line, temos sempre que passar pelo balcão para que eles lhe coloquem o selo para o podermos levar (normalmente há o pagamento de uma taxa adicional)

Relativamente aos alugueres de automóveis feitos pela internet:
· Os preços mais baixos, não incluem o seguro contra todos os danos, ou seja…. Se houver algum risco, amolgadela, assalto, etc, o seguro básico implica o pagamento de uma franquia (normalmente de 1000€), o que indo para um país estrangeiro é o suficiente para nunca estarmos descansados… mais vale fazer o aluguer mais caro logo à partida, mas garantindo que não haverá lugar a nenhum pagamento

Nota: A maioria das Cidades Italianas não permitem o estacionamento de carros de não residentes nas suas ruas interiores… assim, para usar carro deve-se escolher um hotel fora das cidades grandes ou uma cidade pequena sem problemas de trânsito…. Uma noite numa garagem dentro de Florença fica sempre próxima dos 20€ ou mais. Caso se vá de moto estamos à vontade.


A Toscana
Locais visitados:
Pisa, Lucca; Collodi; Pistoia; Vinci; Prato; Fisioli; Florença; San Gimignano; Siena; Chianti;




Ver mapa maior

A viagem inaugural foi de ligação entre Pisa e Florença passando pelas magníficas estradas de Lucca.
Uma característica da zona Toscana é a morfologia do terreno que é extremamente irregular, o que faz com que o desejo de fazer estes percursos de moto tenha estado sempre presente. São estradas deliciosas, sempre sinuosas, com um piso excelente nas montanhas e algo degradado nas auto-estradas!
Ficou a promessa de uma visita com a F800ST de forma a desfrutar destes percursos em toda a sua plenitude.
O jantar foi em plena serra, uma magnífica Pizza servida numa base de madeira (não têm lá a ASAE concerteza) e que estava uma delícia…


Ao saberem que vínhamos de Portugal, logo nos falaram do Mourinho… só podia, pois claro.

A chegada a Florença, foi já próximo da meia noite… tendo nós a sorte de haver uma garagem mesmo a 200m do local que serviu de base à nossa estadia de 4 noites.

Segundo Dia: - San Gimignano, Siena e zona de Chianti
A pequena povoação de San Gimignano, é um aglomerado medieval onde só circula a pé, e onde temos magníficas vistas das suas várias torres. A cidade, como é natural, está sempre cheia de turistas e vale bem a pena a visita e o passeio por todas as suas ruas de pedra.


Sienna é uma cidade de média dimensão onde uma enorme praça inclinada está sempre cheia de turistas… perto desta praça está a basílica (Duomo) que mereceu a nossa atenção.




O caminho para Florença foi pelas magníficas estradas rurais da zona de Chianti e as suas paisagens soberbas.





O jantar foi no centro histórico de Florença, onde pudemos disfrutar de uma “bella pasta” seguida por um passeio pedonal pela magnífica cidade que já está nesta altura com muitos turistas, sendo por isso um local cheio de vida!


3ª dia – Collodi – Parque do Pinóquio
Collodi é a cidade natal do Pinóquio e é aqui que encontramos um parque em que a pequenada passa umas belas horas percorrendo a história do Pinóquio. O parque não é nada fora de série, mas para uma pequena de 4 anos representa umas horas inesquecíveis, para mais tarde recordar.
Entrada 1 Adulto + 1criança = 20€ sabendo que lá dentro há 3 carrocéis que têm que ser pagos ! (1€ cada)


A baleia da história do pinóquio



Os pequenos visitantes podem fazer narizes à Pinóquio e pintar chapéus para usar pelo parque.

O fim de tarde foi para conhecer mais um pouco de Florença tendo o jantar recaído por mais uma magnífica Pizza de massa fina e estaladiça.




4º dia : Fisioli; Prato; Pistoia; Vinci;
Este foi o dia dos percursos por pequenas cidades inseridas nas serras em que realmente a mota mais saudades trouxe…. As curvas são fantásticas e sem dúvida que é um percurso a voltar.

Fisioli fica no cimo de uma serra com um vista deslumbrante sobre a enorme Florença.
A sua Basílica tem duas caves que merecem a visita, no entanto o que mais nos marcou foi a vista… brutal.

De Curvo, logo existo...


De Curvo, logo existo...


Prato, é mais uma cidadezinha que serviu para um pic-nik no seu grande jardim do hipódromo, onde se realizam corridas de cavalos.

Pistoia, é a cidade onde se fizeram as primeiras armas, daí resultando o termo “pistola”.
Como se tornou habitual, o carro teve que ir para um parque e a visita ao “Duomo” foi feita a pé…

De Curvo, logo existo...


Vinci – Cidade natal de “Leonardo da Vinci”… localizada na serra, com vistas magníficas, especialmente da casa onde Leonardo nasceu, localizada no topo de Vinci e onde se realizam romarias constantes de autocarros carregados de turistas.
Dado termos chegado tarde (depois das 18H) já não estava ninguém, (eh, eh) e infelizmente não pudemos visitar o museu dedicado às obras de Da Vinci, que fica no centro da cidade… fica para uma próxima.


Daqui até Florença passámos por mais 3 ou 4 cidades pequenas todas elas com as suas igrejas e jardins que só por si não merecem uma deslocação, mas em passagem são sempre dignas de ver.

O jantar deste 4º dia para variar um pouco, foi num dos raríssimos centros comerciais (que existem como cogumelos em Portugal) e que fica bem no limite da cidade de Florença. Esta foi a refeição mais barata, 9,5€/pessoa num restaurante brasileiro… A oferta de restauração era reduzida, um Irlandês, um Mexicano, um McDonald’s e dois Italianos.
O Centro comercial às 23horas já estava fechado, ao passo que no Centro histórico de Florença ainda havia muita vida….

Para ver Florença de outra perspectiva, fomos à Piazzale Michaelangelo que está a uma cota bastante superior à de Florença, o que à noite, nos dá uma magnífica vista sobre a cidade!



5.º dia – Pisa e regresso a Portugallo

A viagem entre Florença e Pisa foi terrível, devido a obras na Autoestrada, demorámos mais de 4 horas a percorrer os 70km’s.

O trânsito em Itália nas vias principais e nas grandes cidades é caótico e o uso do carro nestas zonas deve ser apenas ser feito em último recurso.

A Visita a Pisa foi desta forma abreviada, não nos tendo sido possível subir à torre… mais uma visita marcada para a próxima….

De Curvo, logo existo...

domingo, 15 de março de 2009

Revisão dos 11000km's e sistema de navegação Garmin

Após a instalação da viseira mais alta, chegou a vez da instalação de um sistema de navegação GPS.... tendo a escolha recaído por conselho do Filipe Elias da Espaços Sonoros para o Garmin Zumo 500 deluxe, com Kit para o automóvel e principalmente o suporte da BM específico para as F800st/s.
Escusado será dizer que o resultado final está excelente, pois ao contrário do que é comum, o Zumo fica no depósito, com um suporte que acompanha a estética da moto ficando perfeitamente enquadrado com as belíssimas linhas da F800st...
Ningém quer MONOS pendurados no guiador...


Numa rápida incursão até ao centro de Coimbra, na Espaços sonoros ligaram o aparelho num instante, pois debaixo da capa do depósito já está a ficha de origem preparada para a ligação do GPS, e adquirindo o suporte da BM, a ligação é perfeita e rápida.
Em conjunto com o GPS… é obrigatório o sistema de comunicação, para não ter que ir a olhar para o ecrã no meio do trânsito, além do mais é também possível atender chamadas do telemóvel, com o controlo no GPS.

O sistema aconselhado pelo Filipe, foi o MidLand BT2 com bluetooth, e temos que ouvir quem sabe...

Até aos 150 a conversação ao telefone ocorre de forma natural, o outro lado nem se apercebe que vou de moto! Acima dessa velocidade a audição é boa, mas começa a ser difícil falar devido ao vento no interior do capacete...

Além da comunicação com o telemóvel, o team Zumo + Midland, permite ouvir MP3 durante a viagem... basta carregar umas músicas para um cartão SD e está feita a banda sonora para devorar km's... agora atenção à escolha das músicas, pois uma boa banda sonora faz milagres na estrada!
A revisão dos 11.000km´s sucedeu exactamente aos 11.999km’s. A F800st entrou na oficina da Baviera Aveiro, às 18:00 com 11 meses e praticamente 12.000 bons km’s feitos sem qualquer percalço.
Após as perguntas da praxe confirmando que não havia queixas relativamente à F800st, a menina lá foi para a "Box", juntando-se a mais uma bela F800s, uma RT e 2 F650GS.

Para não ficar a pé, foi-me gentilmente cedido uma F800s (só podia... claro) vermelha com apenas 3.100km’s, calçada com uns belíssimos ContiSport Attack… que têm um magnífico rasto, adivinhando umas boas curvas.




A f800S ao contrário do que muitos pensam, tem uma condução bastante diferente da F800st, com os seus avanços mais rebaixados, colocam o condutor numa posição mais curvada, protegendo-o muito mais eficazmente do vento (!!! E com esta é que eu não estava à espera !!), transmitindo mais directamente as reacções da direcção ao condutor.

A viagem para o porto foi feita de forma natural, mas dado já não estar habituado, ao fim dos 70km’s as costas deram o sinal de que aquela posição não é a que estão acostumadas….


Velhice dizem as más línguas...será ?!

No sábado ao meio dia, já a F800st estava lavadinha (a segunda vez em 12.000km’s) e pronta para mais 10.000km’s de viagem… que espero sem percalços como os anteriores.

Do serviço apenas precisou o esperado para uma BMWF800ST... óleo e umas pequenas afinações…
A Check-list do serviço prestado foi-me dada, e confirmei tudo em ordem....
Uma nota para o excelente serviço da Baviera Aveiro…. Recomendo, sem dúvida alguma!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Viseira mais alta - Givi


Ao fim de 2,5 meses de espera, já chegou a viseira para a F800st.

Um dos poucos defeitos que identifiquei na F800st, é exactamente a fraca protecção aerodinâmica para velocidades superiores a 140km/h.

A estas velocidades, a viseira de origem, lança o ar directamente para a zona dos ombros, o que em viagem em Auto-estrada, acaba por ser extremamente desconfortável, pois o capacete está constantemente a ser agitado de um lado para o outro, sendo que o condutor só tem duas hipóteses:
Lutar contra a força do vento, e ao fim de 1/2 hora está com o pescoço dorido
Baixar-se como se fosse num qualquer modelo “RR”.... Figura patética na minha opinião, dado a natureza da F800st

Assim sendo, e após análise das poucas alternativas existentes no mercado, a escolha final recaiu sobre a viseira da Givi, pois é semelhante à da BM, mas apresenta um custo menor em 50%...


A viseira em questão, tem um formato de bolha que não interfere com a estética da F800, pois é muito semelhante á de origem, sendo o resultado em estrada muito satisfatório.

Após 3 viagens em AE (2x Porto -Aveiro - Porto, e Porto - Coimbra - Porto), posso finalmente rodar a velocidades maiores pois o fluxo de ar agora passa pela zona superior do capacete, não havendo mais as anteriores sacudidelas do capacete, podendo agora finalmente apreciar a paisagem independentemente da velocidade escolhida (isto dentro do razoável, claro está).

É em resumo um investimento com retorno garantido.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Preparação para a 1ª revisão

A F800ST já apresenta a informação no Computador de bordo para não esquecer que daqui a aproximadamente 300km's está na hora da 1ª revisão (aos 11.000km's).

Como balanço anual, devo dizer que a Beemer se portou à altura durante estes primeiros 11 meses.
Com uma média de 1000km's/mês teve sempre um consumo muito moderado, dentro dos 5,1L/100 isto sem haver grandes preocupações da minha parte em termos de condução económica... conduzi sempre de forma natural.

Nos meses de Dezembro e Janeiro apanhei dias infernais de chuva intensa, a ir para Aveiro, Matosinhos, Gaia, e sem dúvida que o pára brisas mais alto teria feito a diferença... no entanto apesar de já estar encomendado desde a primeira semana de Dezembro, ainda continuo à espera... Apesar de estarmos em crise há empresas a não querer ganhar dinheiro.

A caixa de velocidades é realmente o elemento menos me agrada... alguns "pontos mortos" que não deveriam existir e uma rudeza inexplicável tornam esta caixa como o elemento a "melhorar" urgentemente pela equipa de Engenheiros Bávaros, pois a mesma não acompanha o padrão de qualidade dos restantes elementos.

A má protecção aerodinâmica ao nível dos ombros e cabeça também é um elemento que nos impede de gozar a F800ST acima dos 150km/h... tornando as tiradas em Auto-Estrada algo monótonas e desagradáveis.

Quanto ao restante, está 5 estrelas.... excelente ciclística, curva de uma forma fantástica (e incito todos quanto duvidam desta capacidade para realizarem um test drive... vão ficar espantados com a agilidade da F800st)....
O abençoado ABS, nestes dois meses de dilúvio foi testado no péssimo piso das ruas do Porto e deu mostras de ser um excelente opcional e que sem dúvida passou a ser para mim essencial numa mota.
Os pneus apresentam um bom compromisso entre aderência e durabilidade, já que o dianteiro ainda está novo e o traseiro ainda fará mais uns 5.000km's.
O sistema de transmissão por correia é sem dúvida uma mais valia, já nem me lembro da corrente da GSXR que tinha que andar constantemente a ser vigiada, lubrificada, esticada.... agora é um descanso... é por isto que não compreendi a opção por sistema de corrente para a recente F800R.... opções!!
O conforto em viagem é uma constante, não chegando ao nível das verdadeiras comedoras de km's, permite fazer tiradas diárias de 800km's a 1.000km's diários sem atirar o condutor e pendura para uma sessão de massagens...

Quanto ao motor... tem potência quanto baste para todo o tipo de utilização. Entrega linear, subida de rotação energética e com uma velocidade de ponta razoável... longe das RRR's, mas são mundos completamente distintos.
A suavidade do motor é tal que também transforma a F800ST numa excelente moto para aprendizagem (existe também a possibilidade de limitar a potência durante os primeiros tempos)... pois à agilidade do fantástico quadro, juntamente com um motor redondo de potência sempre disponível e um binário que em qualquer rotação permite o desenvolvimento do regime de uma forma estável e linear.

Num país recheado por grandes cilindradas (enche o Ego... penso eu), considero a F800ST e a prima F800GS são modelos bem mais adaptados ao uso diário que os possíveis utilizadores lhe queiram dar.
Acredito sinceramente que se metade das 1200 que estão a maioria do tempo nas garagens se fossem a F800 (St ou GS) os seus proprietários deixariam os carros na garagem... mas... isto é apenas uma opinião pessoal.... nada mais....

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